Apontado como uma das seis grandes tendências para o varejo no Brasil, o e-commerce cresce, consistentemente, apresentando índices superiores a 20% ao ano, nos últimos anos, o que se manteve em 2009, ainda que se considerando a crise econômica mundial. O Brasil possui mais de setenta milhões de usuários de internet, ou seja, aproximadamente 40% da população, esse número é superior à população total de muitos países, tais como França, Itália e Espanha. O Brasil é o país onde as pessoas passam mais tempo navegando na web. Hoje, existem aproximadamente dezessete milhões de e-consumidores brasileiros e as perspectivas apontam que esse número poderá evoluir rapidamente para vinte milhões, que já é a quantidade de pessoas que se utilizam de serviços financeiros on-line. Essa análise leva em conta o fato de as pessoas terem perdido o receio de fazer tais transações financeiras pela internet, então, o próximo passo natural será a aquisição de produtos e serviços pela rede.
(artigo veiculado na Revista ESPM – 2009 / atualizado 2010)
Há outros números que representam essa rápida evolução da internet. Nos últimos sete anos, o número de internautas no Brasil quadruplicou e sete, em cada dez internautas, visitam sites de compra. A cada dado verificado torna-se clara a necessidade do varejo estar presente nesse universo.
O paulista Clóvis de Souza, de 39 anos, criou sua empresa virtual no ano em que estourou a bolha da internet – e centenas de empresas “ponto com” desapareceram da noite pro dia. A aposta na venda de flores online só ocorreu porque o empreendedor imaginava conhecer o terreno onde estava pisando.
Aos dez anos, começou no ramo como aprendiz de florista e aos 19, abriu sua primeira floricultura, em uma sala alugada na Mooca, zona leste de São Paulo. Tempos depois, passou a distribuir folhetos nas casas da região, ampliando as vendas para bairros vizinhos.
Se você se interessa por comércio online certamente já ouviu fala em long tail (cauda longa em bom português), mas o que exatamente significa esse termo?
Descomplicando: Muita demanda para um grupo de poucos produtos e pouca demanda para a grande maioria de produtos. Entendeu o problema? Muitos produtos, pouco espaço – a escolha óbvia é atingir a massa, a consequência é abrir mão dos modelos menos procurados.
No comércio tradicional, lojas físicas com funcionários, espaço limitado e custos altos, é comum e óbvio que os produtos mais procurados pelo público sejam os destaques ou até mesmo os únicos modelos a serem exibidos, excluindo das vitrines os produtos que não despertam interesse da massa.
Eis que surge o comércio online, espaço “infinito” , sem funcionários, ou seja, os custos dos produtos de nicho se aproximam dos custos dos produtos de massa. Agora a moda é segmentar, é buscar a diferenciação pela exclusividade, é atingir um pequeno público, mas ser o único a fazê-lo.
Estudo mostra que pessoas deixam de completar transações e migram para concorrência caso site demore para carregar ou apresente problemas. Usuários têm pouca paciência com sites de lojas, bancos e agências de viagem que são lentos, agem de maneira errada ou quebram durante transações, de acordo com uma análise da empresa de monitoramento web, Gomez, adquirida pela Compuware.
Enquanto compradores estão dispostos a enfrentar muitas filas nas lojas da vida real durante as festas de fim de ano, eles não querem saber de revendedores de web que demoram a abrir devido ao aumento do tráfego online. Mais de dois terços dos entrevistados dizem que não têm mais tolerância do que em épocas normais.